Ministério da Saúde monitora falta de 86 medicamentos e outras substâncias no país

Entre os itens, faltam antibióticos, antialérgicos, antitérmicos, soro fisiológico e contraste

FOLHAPRESS

22/07/2022 20:00

O Ministério da Saúde afirmou nesta sexta-feira (22) que 86 medicamentos e outras substâncias estão em falta no país ou apresentam baixos estoques. A pasta fez um balanço das ações que estão sendo adotadas pelo governo federal, mas não apresentou nenhuma nova medida. Nos últimos meses, o Brasil tem enfrentado o desabastecimento de uma série de remédios e insumos, como antibióticos, antialérgicos, antitérmicos, soro fisiológico e contraste –utilizado para a realização de exames. Das 86 substâncias, seis tiveram o preço liberado para venda acima do teto e, para outras 11, houve o pedido para que a alíquota da taxa de importação fosse zerada. A análise cabe à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Nesta sexta, o governo federal atribuiu o desabastecimento a diferentes fatores: ao lockdown na China e na Índia (adotado nos dois países para tentar conter a pandemia de coronavírus), à guerra na Ucrânia, ao aumento dos custos de produção e à escassez de matéria-prima. Um dos produtos em falta é o contraste iodado, essencial para a realização de exames. Nos últimos dias, o ministério recomendou a "racionalização do uso" e o Governo de São Paulo encaminhou um ofício à pasta pedindo providências imediatas para a regularização do abastecimento. O Ministério da Saúde afirmou nesta sexta que a previsão é de que os estoques do produto sejam regularizados em setembro e que o problema foi causado pelo lockdown na China, onde está o principal fabricante mundial. O primeiro alerta sobre o desabastecimento de medicamentos foi feito por secretários estaduais e municipais de saúde em março, apontando para os baixos estoques de dipirona injetável e oxitocina. Desde então, a lista de produtos em falta vem aumentando –não só em farmácias, mas também em hospitais. O ministério afirmou que tem se reunido com representantes da Anvisa e da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), e que elabora um relatório para enviar ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A pasta também quis reforçar que compra apenas parte dos medicamentos que são usados no SUS (Sistema Único de Saúde) –já que a responsabilidade é dividida com estados e municípios– e que não tem tido problemas com o estoque próprio.