Coleta seletiva gerou economia de R$ 7 milhões aos municípios de Mato Grosso do Sul

A logística reversa consiste no retorno do material reciclável ao ciclo produtivo, reduzindo dessa forma os resíduos destinados aos aterros sanitários
03/10/2021 17:04 - Gabrielle Tavares


De acordo com o Sistema de Logística Reversa de Mato Grosso do Sul (Sisrev-MS), cerca de 17 mil toneladas de embalagens em geral retornaram para o ciclo produtivo e não foram indevidamente depositadas em aterros sanitários em Mato Grosso do Sul.

Fator que gerou economia de R$ 7 milhões aos municípios em ações de coleta seletiva do Estado.

“Os municípios deixaram de arcar com o alto custo de coleta dessas embalagens, economizando recursos para outros investimentos, além do ganho ambiental agregado, que certamente é o mais importante”, disse a servidora do Tribunal de Contas de MS (TCE-MS), Maitê Arevalo Nunes da Cunha Peron.

Coleta seletiva proporcionou economia de R$ 7 milhões aos municípios de Mato Grosso do Sul - Divulgação
 
As entidades gestoras, que são responsáveis por operacionalizar a logística reversa, investiram em 19 municípios, através de 42 cooperativas de catadores e empresas privadas do comércio atacadista de material reciclável.
Sisrev-MS foi implantado em 2018, por meio de pacto firmado entre a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), o TCE-MS e o Ministério Público (MPMS).
Segundo o titular da Semagro, Jaime Verruck, o sistema “tem uma forte linha ambiental, mas também implanta uma economia circular, fazendo com que o responsável pela emissão de embalagens, no caso a indústria, recoloque-as no sistema econômico, de forma adequada, sem ser excludente, incluindo os catadores, promovendo ganhos econômicos e sociais”.
A logística reversa consiste no retorno do material reciclável ao ciclo produtivo, reduzindo dessa forma os resíduos destinados aos aterros sanitários. 
Trata-se de um dos instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), que, no Mato Grosso do Sul, começou a ser delineada pelo Plano Estadual de Resíduos Sólidos, em execução desde 2017.