‘Youtubers’ muçulmanas dão voz à religião e rompem com estereótipos e preconceito

Por Isabella Lima, Nathália Archanjo e Nathalia Perez*

Fatima Cheaitou, do canal 'Fala, Fatuma', é uma das vozes que promovem o islamismo — Foto: Arquivo Pessoal

Submissas aos maridos, obrigadas a usar véu, limitadas em seus direitos e reprimidas pela religião. Essas são algumas das características atribuídas às mulheres muçulmanas, sobretudo no Ocidente, que elas consideram estereotipadas. E são justamente esses rótulos e ideias em torno das islâmicas, e do islã em si, que youtubers devotas tentam derrubar no Brasil.

Mulheres como Fatima Cheaitou, do canal 'Fala, Fatuma', e Mag Halat, autora de um vlog homônimo, se propõem a romper com estereótipos, desmistificar o islamismo e, acima de tudo, explicar a religião sob uma perspectiva feminina, na maior plataforma de vídeos do mundo, o YouTube.

"A religião não me limita, ela me liberta. Sou livre para buscar o que eu quiser", afirma a estudante Fatima, de 20 anos. Com mais de 20 mil inscritos em seu canal, criado em outubro de 2016, a jovem conta que seu principal objetivo é mostrar o que prega o islã e como é ser uma mulher muçulmana.

Os seus vídeos tratam de questões como o uso do véu, a poligamia, o significado da morte e os ensinamentos do Ramadan, entre outros temas. Além disso, ela compartilha com o público sua experiência de como foi deixar o Brasil para ir viver no Líbano.

Além de abordar o islã em seu canal, Mag faz tutoriais de maquiagem  — Foto: Arquivo PessoalAlém de abordar o islã em seu canal, Mag faz tutoriais de maquiagem  — Foto: Arquivo Pessoal

Além de abordar o islã em seu canal, Mag faz tutoriais de maquiagem — Foto: Arquivo Pessoal