Subvariante BA.2 já corresponde à 84% de amostras da Covid-19 no Brasil

ITPS divulga dados que mostram que incidência saltou quase 15% em 15 dias de abril

DA REDAÇÃO

28/04/2022 10:46

Dado divulgado hoje (28) pelo Instituto Todos Pela Saúde (ITPS) apontam que a subvariante BA.2 - da variante ômicron do coronavírus - registrou 84% de predominância em testes positivos compilados por laboratórios.  

Segundo o ITPS, o levantamento, que envolveu quase 8.000 testes feitos nos laboratórios Dasa e DB Molecular entre os dias 17 e 23 de abril, também mostra um aumento na taxa de positividade das amostras coletadas.  

Nesse intervalo citado, a quantidade de exames positivos passou de 6,2% para 11,7% –no total, foram confirmados, portanto, 833 diagnósticos de Covid-19.

Ainda, conforme agência Folhapress, mensurou os casos provocados pela subvariante do Sars-CoV-2 com um teste chamado de PCR Especial, que detecta o gene S, de onde é possível inferir a sub-linhagem que causou a infecção.

Com isso, o Instituto notou que, nesse período, 84,3% das amostras foram de BA.2.  

Esse aumento já é observado há tempos, com a subvariante passando de 3,8% a 27,2% entre os casos positivos analisados de 29 de fevereiro a 19 de março. Outro relatório divulgado pelo instituto em 14 de abril também já tinha identificado a BA.2 em 69,3% das amostras.  

Casos dessa linhagem circulam em território nacional desde fevereiro de 2022, registrada em 122 municípios de 13 estados brasileiros, conforme o ITPS. 

Essa subvariante demonstra ser mais contagiosa do que a cepa original da ômicron, sendo que ela vem se alastrando também fora do país.  

Segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) norte-americano, nos Estados Unidos a BA.2 já é responsável por 85% dos casos.

nova subvariante identificada

Enquanto isso, outras subvariantes do vírus que causa a Covid-19 (Sars-CoV-2), continuam surgindo, como o caso de uma sub-linhagem, confirmada nesta quarta-feira (27) na cidade de São Paulo.

Segundo a rede de laboratórios Dasa, a descoberta é proveniente da amostra (material coletado em 16 de fevereiro de 2022 para um exame do tipo RT-PCR) de uma criança que tem três anos de idade.

Essa recombinação do coronavírus é proveniente de outras duas subvariantes já detectadas da ômicron –a BA.1 e BA.2, aquela que vem tendo maior registro de casos, completa o laboratório.

Ainda de acordo com a rede de laboratórios, o Instituto Adolfo Lutz, ligado à Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, que atua nas áreas de vigilância sanitária, epidemiológica e ambiental, já foi notificado.

Por fim, a Secretaria de Saúde confirmou que já foi notificada pelo laboratório e que "o caso está em investigação epidemiológica pelo município de São Paulo".