Simone frustra pretensão de Jucá e indica Moka como relator do Orçamento

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Senadora por Mato Grosso do Sul e líder da bancada do MDB, Simone Tebet indicou em ofício encaminhado pela bancada nesta semana o nome do senador Moka para assumir a relatoria para a comissão Mista de Orçamento. Neste domingo (13) o senador confirmou a indicação, mas negou indisposição com o Palácio do Planalto, que queria Romero Jucá (RR) para a missão.

Isso porque Jucá seria indicação do ex-líder, o senador Raimundo Lira (PB), atualmente do PSD. “A Simone fez a indicação ouvindo a bancada. Sobre o Jucá, o Raimundo Lira é quem tinha prometido a relatoria para ele, mas não chegou a oficializar. E ele saiu do partido também. Então, na prática, quem tem o direito de indicar é a Simone”, comentou.

A repercussão do assunto e o posicionamento do Planalto em relação ao assunto podem interferir na oficialização, que acontece na próxima terça-feira (15). “O indicado fui eu. Ponto. Vamos ver a instauração da comissão, que é mista com a Câmara dos Deputados”.

Em ano de eleição presidencial, a Comissão de Orçamento ganha destaque especial, pois centralizará os debates sobre a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e o Orçamento do primeiro ano do próximo governo. O projeto da LDO chegou ao Congresso em abril. O do novo Orçamento da União, em agosto.

Investigados

Jucá virou réu pela primeira vez no STF em março em um dos inquéritos da Operação Lava Jato. O STF aceitou a denúncia feita a partir de investigações que envolvem a Odebrecht, uma das empreiteiras responsáveis pelo bilionário esquema de corrupção instalado na Petrobras.

Jucá é acusado de receber propina de R$ 150 mil em troca da defesa de duas medidas provisórias que, segundo os investigadores, foram concebidas para beneficiar a empreiteira. A suspeita é de que o dinheiro serviu à campanha do filho de Jucá.

Segundo levantamento realizado pelo Congresso em Foco, além deste inquérito, Jucá chegou a ser alvo de 12 outras investigações no Supremo. O número pode ser maior, uma vez que alguns procedimentos investigatórios podem correr em segredo de Justiça e não são dispostos nos canais de informação do STF.

Matéria atualizada às 21h00 para adição de informações.