“Se for agiotagem oficial, a gente agradece”, diz Azambuja sobre investimentos

União ofereceu aos estados R$ 42 bilhões para aparelhamento das polícias

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Governador durante agenda pública na manhã de hoje. – Foto: Valdenir Rezende/Correio do Estado

Durante formatura de cabos da Polícia Militar na manhã desta segunda-feira, em Campo Grande, o governador Reinaldo Azambuja se mostrou reticente quanto à proposta do Governo Federal para financiar investimentos em segurança pública.

Na semana passada, o presidente Michel Temer anunciou linha de crédito de R$ 42 bilhões para aparelhamento das forças de segurança. A medida é vista com cautela pelo chefe do executivo estadual, que evita cair no que considera “agiotagem oficial”.

“Acho que é enxugar gelo […] vamos analisar a proposta e ver como funciona a taxa de juros. Se for agiotagem oficial, a gente agradece, porque não queremos continuar pagando mais juros e endividando o Estado”, disse o governador na coletiva de imprensa.

O financiamento proposto por Temer é oferecido, em grande parte, pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico (BNDES), para aplicação nos setores de inteligência e programas de reequipamento policial, como aquisição de tecnologias e armamento. A linha não abrange, por exemplo, o pagamento de pessoal.

SEGURANÇA

Azambuja reforçou o discurso de que a União mantêm a proteção das fronteiras em segundo plano, mas se mostrou esperançoso com a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, e espera que, a partir dos problemas com o crime organizado enfrentados no Rio de Janeiro, haja mudança de postura.

Segundo ele, o ideal seria um trabalho conjunto entre as forças federais e estaduais, fiscalizando a linha internacional com a Bolívia e o Paraguai, maiores fornecedores de armas e drogas do mundo. “Esperamos a presença das forças federais na fronteira. Na semana passada realizamos uma operação corriqueira que será estendida, fazendo mapeamento, prendendo quem tem mandado de prisão e fazendo policiamento ostensivo, mostrando que Mato Grosso do Sul cumpre seu papel, mesmo sem a presença federal”.