Participação agrícola de MS aumenta e supera R$ 19 bilhões

Soja, algodão e milho levaram o Estado a responder por R$ 5,6% das riquezas produzidas

6 SET 19 - 10h:30DANIELLA ARRUDA, COM AGÊNCIAS
Condições climáticas adversas causaram perdas, mas, ainda assim, o valor da produção cresceu de R$ 8,19 bilhões para R$ 11,12 bilhões - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado
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Crescimento na produção de soja, algodão e milho levou Mato Grosso do Sul a aumentar a participação no valor da produção agrícola nacional, respondendo por 5,6% das riquezas produzidas no Brasil pelo setor em 2018, o equivalente a R$ 19,018 bilhões. Em 2017, esse porcentual era de 4,8%, e o valor, de R$ 15,186 bilhões. As informações são da Produção Agrícola Municipal (PAM 2018), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme a publicação, somente na cultura de soja, a produção avançou 22,2% e foi de 9,10 milhões de toneladas, em 2017, para 9,86 milhões de toneladas no ano passado. O valor de produção, por sua vez, cresceu de R$ 8,19 bilhões para R$ 11,12 bilhões. Quanto ao milho, as condições climáticas adversas causaram perda de 24,3% na produção e o volume recuou de 9,82 milhões de toneladas, obtidas em 2017, para 7,43 milhões de toneladas no ano passado. Mesmo assim, o valor de produção apresentou incremento, saindo de R$ 2,84 bilhões para R$ 3,55 bilhões (alta de 25%). Entre as culturas avaliadas na pesquisa, o algodão herbáceo foi o que apresentou maior porcentual de aumento no valor de produção em Mato Grosso do Sul: o montante passou de R$ 222,343 milhões para R$ 328,371 milhões, salto de 47,7%. A commodity foi responsável por uma produção de 146,6 mil toneladas em 2018, volume 11,8% superior ao de 2017 (de 131,2 mil toneladas). Considerando as 27 unidades da Federação, São Paulo permaneceu em primeiro lugar no valor da produção agrícola no País, com 15,5% da participação nacional, seguido de Mato Grosso, que aumentou seu porcentual de 13,7% para 14,6%. O IBGE destaca ainda que Bahia e Mato Grosso do Sul também aumentaram seus porcentuais na participação nacional, alcançando 5,7% e 5,6%, respectivamente. “Esses estados aumentaram, em 2018, a produção de soja e algodão herbáceo, além de serem importantes produtores de milho”, informa a publicação. MUNICÍPIOS Conforme a PAM 2018, 14 municípios de Mato Grosso do Sul ficaram entre os 100 com as maiores economias agrícolas do País. A localidade sul-mato-grossense melhor colocada nesse ranking é Maracaju (12º) – com área plantada de 559,3 mil hectares, o município registrou valor de produção de R$ 1,328 bilhão. Em seguida, vem Sidrolândia (20º), com R$ 1,328 bilhão em valor de produção; Ponta Porã (21º), com R$ 1,253 bilhão; Rio Brilhante (22º), com R$ 1,247 bilhão; e Dourados (24º), com R$ 1,106 bilhão. Completam a relação de municípios sul-mato-grossenses destaques em valor de produção agrícola Costa Rica, em 33º lugar (R$ 949,3 milhões); São Gabriel do Oeste, na 56ª posição (R$ 736, milhões); Chapadão do Sul, em 56º lugar (R$ 681,5 milhões); Caarapó, na 67ª colocação (R$ 606,8 milhões); Laguna Carapã, em 71º (R$ 591,8 milhões); Aral Moreira, em 74º (R$ 583,1 milhões); Naviraí, em 77º (R$ 578,2 milhões); Nova Alvorada do Sul, em 80º lugar (R$ 562,2 milhões); e Itaporã, na 96ª posição (R$ 510,9 milhões). PAÍS Recordes de produção em várias culturas importantes no ano passado levaram o valor de produção da agricultura nacional à marca de R$ 343,5 bilhões, representando alta de 8,3% em relação a 2017. De acordo com o IBGE, o crescimento foi puxado, principalmente, pelas commodities soja, algodão e café total, que tiveram aumentos de, respectivamente, 13,6%, 52,3% e 22,0%. A área plantada, no entanto, caiu 0,6%, ficando em 78,5 milhões de hectares, influenciada pela redução de 1,2 milhão de hectares (-6,8%) na área cultivada do milho, em razão da falta de chuvas na época do plantio. Ainda conforme a PAM 2018, a supersafra de grãos de 2017 não foi superada em 2018. Mesmo com os acréscimos de 29,0% na produção de algodão herbáceo (caroço), 43,5% na aveia, 2,8% na soja e 24,8% no trigo; o recuo de 16,0% na produção do milho – equivalente a 15,6 milhões de toneladas – foi fator predominante para o decréscimo de 4,7% no total produzido pelo grupo dos cereais, leguminosas e oleaginosas, que ficou em 227,5 milhões de toneladas. Com R$ 127,5 bilhões, a soja foi responsável por 37,1% do valor da produção agrícola, mantendo-se no topo do ranking desde 1994, com exceção no ano de 1996, quando a cana-de-açúcar alcançou a primeira posição. Na sequência, os principais produtos foram a cana (com valor de R$ 52,2 bilhões e 15,2% de participação), o milho (R$ 37,6 bilhões e 11,0% de participação), o café total (R$ 22,6 bilhões e 6,6% de participação) e o algodão herbáceo (em caroço), representando 3,7% da produção nacional e valor de produção de R$ 12,8 bilhões