Motoristas protestam após morte de colega: “A gente não vê polícia”

A concentração, em frente da Cidade do Natal, foi marcada por desentendimento entre alas da categoria

Aline dos Santos e Ronie Cruz
Protesto acontece na manhã desta terça-feira em Campo Grande. (Foto: Marina Pacheco)
Com 500 veículos, carreata percorre a avenida Afonso Pena, num protesto de motoristas de aplicativos após assassinato de um colega em Campo Grande. Rafael Baron, 24 anos, foi atingido a tiros durante assalto e morreu na noite de ontem (dia 13), no Jardim Campo Belo. A categoria pede por mais policiamento e regras mais rigorosas das empresas para cadastrar passageiros. A concentração, em frente da Cidade do Natal, foi marcada por desentendimento entre os motoristas. Um grupo expulsou o presidente da Applic (Associação de Parceiros de Aplicativos de Transporte de Passageiros e Motoristas Autônomos de Mato Grosso do Sul), Paulo Cesar Pinheiro. Presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativo de Campo Grande, Jhonny Coelho, reclama da falta de policiamento. “A gente não vê polícia, esse é o nosso maior problema. Depois das 23h, não se vê mais policiamento nas ruas”, afirma. Segundo Coelho, a vítima trabalhava em vários aplicativos. O Campo Grande News consultou a Uber e a Urban, que informaram que Rafael Baron não tem cadastro nas plataformas. “Dos motoristas que estão aqui hoje, 70% já passaram por assalto ou tentativa de roubo. Busquei uma pessoa que transportou uma televisão e tinha uma arma no colo. Ela disse para eu ficar de boa, mas quem não fica com medo”, questiona Jhonny Coelho. Motorista de aplicativo, Nilson Pereira, 57 anos, também pede mais policiamento. “Não tem horário para o crime”, diz. A carreata vai até ao Aeroporto Internacional de Campo Grande e, no retorno, também pela Afonso Pena, fará protesto em frente à prefeitura.