Itaúsa registra lucro líquido de R$ 3,719 bi no 1º trimestre, alta de 68,5%

Agência Estado| 16/05/2022- 19:33

A alavancagem da companhia ao final de março era de 4,5% da dívida líquida sobre o patrimônio líquido (Foto: reprodução)

A Itaúsa registrou lucro líquido de R$ 3,179 bilhões no primeiro trimestre de 2022, alta de 68,5% ante o mesmo período do ano anterior. Já o lucro líquido recorrente avançou 59,1% na mesma base comparativa, para R$ 3,836 bilhões.

"A Itaúsa reportou sólido desempenho, representando recorde histórico para um primeiro trimestre da holding, apesar do cenário ligeiramente mais desafiador nos segmentos de bens de consumo e materiais para construção civil, com destaque para a alienação de participação acionária na XP Inc. e o melhor resultado do setor financeiro", diz a empresa no release de resultados divulgado nesta segunda-feira, 16.

A alienação de 2,14% do capital da XP Inc impactou o resultado do primeiro trimestre em R$ 1,1 bilhão e o caixa em R$ 1,8 bilhão.

A capitalização de mercado em 31 de março de 2022, com base no valor da ação mais líquida (ITSA4), era de R$ 94,8 bilhões, enquanto a soma das participações nas empresas investidas a valor de mercado totalizava R$ 119,7 bilhões, resultando em um desconto de 20,8%, redução de 2,6 p.p.em relação a 31 de março de 2021.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente chegou a 23,3%, 6,7 p.p. acima do registrado nos primeiros três meses do ano passado.

A empresa também destacou em seu release de resultados a oferta pública de distribuição primária de ações (follow-on) realizada pela Alpargatas em fevereiro no total de R$ 2,5 bilhões, cujos recursos líquidos foram destinados para financiar o pagamento da aquisição de participação societária na Rothy's Inc. Com a operação, a Itaúsa passou a deter 29,6% do capital total da Alpargatas.

A alavancagem da companhia ao final de março era de 4,5% da dívida líquida sobre o patrimônio líquido. O resultado financeiro foi negativo em R$ 112 milhões no trimestre. O aumento de R$ 95 milhões em relação ao ano anterior decorreu, principalmente, das novas debêntures emitidas para financiar as aquisições de participação acionária na Copa Energia e na Aegea Saneamento, além de maiores despesas com juros em decorrência da maior taxa básica de juros no período, parcialmente compensado pela maior rentabilidade do caixa, explicou a companhia.