Gás argentino promete concorrência que interessa a MS

Humberto Marques, Anahi Zurutuza e Leonardo Rocha
- Vaca morta – A MSGás acompanha movimentações da Argentina sobre a exploração de gás natural na formação de Vaca Muerta, que pode gerar, em alguns anos, até 30 milhões de metros cúbicos do combustível por dia. Isso reduzia a dependência portenha do gás boliviano, o mesmo transportado via Mato Grosso do Sul e que poderia ser vendido a preços mais atraentes. Médio prazo – Rudel Trindade, presidente da MSGás, participou de encontro na Embaixada Brasileira em Buenos Aires para discutir este e outros temas ligados ao setor. Segundo ele, a grande reserva argentina de gás de xisto, que promete tornar o país potência regional na venda do combustível, só deve chegar ao auge de produção em cinco anos, graças aos problemas pelos quais a economia do parceiro de Mercosul atravessa. Mercado dinâmico – Ao mesmo tempo, Rudel destacou que a produção brasileira de gás poderá triplicar até 2030, reduzindo a dependência do Brasil em relação ao produto boliviano, importante ingrediente da arrecadação de impostos no Estado. Otimista, o diretor da MSGás vê chances de o Estado melhorar sua capacidade de negociação de preços com os supridores. Revisão – Na esteira do que realizou o Ministério Público Estadual, ao encaminhar inquéritos envolvendo autoridades com foro diretamente ao procurador-geral de Justiça, o Tribunal de Contas do Estado baixou nova instrução normativa que também atribuiu ao seu presidente responsabilidade na recepção, autuação e tramitação de denúncias e consultas. Aceleração – Assinada pelo conselheiro e presidente do TCE, Iran Coelho das Neves, a instrução normativa aponta que, para dar celeridade às decisões sobre representações e pedidos de liminar, e seguindo o regimento da Corte, os processos seguirão para ele, que decidirá pelo arquivamento ou aceitação da denúncia, com “tramitação reservada”. Divergente – Opiniões em família nem sempre convergem para um mesmo ponto. A família Trad que o diga: o prefeito da Capital, Marquinhos (PSD), disse discordar do irmão, o senador Nelsinho (PSD), sobre o destino do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o qual o parlamentar votou pela devolução ao Ministério da Economia. Opinião – Marquinhos considera que o Coaf deve ficar no Ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro, ao contrário da maioria da comissão do Congresso que avalia as alterações na estrutura federal. “As pessoas pensam diferente”, ponderou Marquinhos. Em tempo: na votação na comissão, Simone Tebet (MDB) também apoiou a manutenção do Coaf na pasta de Moro.
Projeção – Reinaldo Azambuja (PSDB) será um dos destaques do Fórum PPP e Concessões, a ser realizado pela Revista Exame em 28 de maio na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo, para discutir os novos projetos de infraestrutura para o país. No cardápio, possibilidades de parcerias público-privadas e concessões nacionais e em 12 Estados, perspectivas do setor e debates sobre a reforma previdenciária e a política nacional. Seleção – Além do governador sul-mato-grossense, pelo menos outros 9 gestores centralizam as atenções do evento, como Romeu Zema (MG), Rui Costa (BA), Ratinho Junior (PR) e o prefeito paulistano Bruno Covas. O evento, divulgado com pompa e com apoios de pesos-pesados do empresariado nacional, tem vagas limitadas. Veterano – Deputados estaduais aprovaram ontem projeto que altera a designação dos agentes das forças de Segurança Pública quando se aposentam. Sai o termo “inativo” e passa a valer o “veterano”. “A ideia é valorizar e reconhecer alguém que serviu como policial militar ou civil e se encontra reformado ou aposentado”, disse o Professor Rinaldo (PSDB), autor da proposta.