Estresse no trabalho induz mulheres a comer mais

Desgaste emocional pode levar à ingestão de alimentos gordurosos

Por Minha Vida A balança apontou alguns quilos a mais? Parte da culpa pode estar na correria do trabalho. De acordo com uma pesquisa do Instituto Finlandês de Saúde Ocupacional, mulheres estressadas durante o expediente são mais propensas a usar a comida para aliviar as emoções. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após analisar o comportamento de 330 trabalhadoras, com idade entre 30 e 55 anos.  As participantes foram questionadas sobre estresse e hábitos alimentares no ambiente de trabalho e foram acompanhadas durante um ano. Ao final do estudo, 22% delas alegaram algum grau de esgotamento no trabalho. Esse grupo tinha os hábitos de comer descontroladamente por causas emocionais - como estresse e ansiedade - e optar por alimentos mais gordurosos e doces. Já as mulheres sem qualquer grau de estresse não apresentaram esse comportamento.  Os pesquisadores afirmam que não é possível concluir a partir desses resultados que o estresse ou esgotamento no trabalho pode influenciar o sobrepeso ou a obesidade. Eles advertem, no entanto, que comer emocionalmente pode ser um fator de risco para obesidade futura.  

Sete maneiras de lidar com a fome emocional

As emoções, como estresse e frustrações, costumam ser as principais causadoras da fome emocional. "Sentimentos de angústia, tristeza, ansiedade ou euforia comumente desencadeiam esse processo", aponta a psicóloga e health coach Juliana Sato, especialista do Minha Vida.  Se não controlada, essa compulsão alimentar pode acabar com a dieta e ainda chegar a níveis mais graves, relacionando-se com transtornos alimentares como anorexia, bulimia e síndrome do comer noturno. Para contornar as situações de fome emocional, confira os conselhos de especialistas no assunto. 

Identifique as causas

O excesso de demandas, expectativas e frustrações, sejam na área profissional, familiar, amorosa ou financeira, podem gerar a fome emocional. Uma bronca do chefe, rompimentos emocionais, momentos de mudanças ou falta de dinheiro são situações que comumente causam essa compulsão. Fique atento a situações como essas na sua rotina. É válido fazer um diário alimentar e sentimental. Anote como se sentia no momento que comeu demais, assim ficará mais fácil identificar de onde vem a compulsão. ?Quando a pessoa consegue identificar o que está causando essa necessidade, ela se conscientiza da real causa de sua necessidade e pode aprender a controlar esse comportamento?, explica a psicóloga Juliana Sato. 

A comida é a sua maior fonte de prazer?

Está na hora de encontrar atividades que também trazem felicidade e satisfação. Ocupar o tempo livre vai ajudar a manter distância da geladeira. A psicóloga Juliana Sato recomenda a prática de atividades que exijam esforço físico, além de meditação e interação com animais. 

Você se acostumou a assaltar a geladeira?

A psicóloga Juliana enfoca que é preciso se responsabilizar pela sua saúde física e mental. Se acostumar a comer demais e esquecer as consequências negativas desse hábito só faz com que você engorde cada vez mais. Para tentar combater esse costume, incorpore às suas refeições alimentos saudáveis e nutritivos, que garantem maior sensação de saciedade, ou seja, não deixam você com fome tão cedo. Também vale deixar a geladeira cheia dessas opções aliadas da saúde. Dessa forma, cada vez que você for "assalta-la", não encontrará alimentos gordurosos e pouco saudáveis.  

Você não consegue controlar a compulsão?

Existem diversos profissionais que podem ajudar nesse desafio. Um deles é o psicólogo, que ajuda a compreender e lidar com as suas emoções e o seu momento de vida. "Há o health coach, que atua em parceria com a pessoa, buscando ferramentas que o auxiliem a mudar seus comportamentos que levam a compulsão", conta Juliana Sato. Já o psiquiatra pode ajudar em casos mais graves, caracterizados como transtornos, que também podem ser tratados com medicamentos prescritos pelo médico. O nutricionista e o nutrólogo também são importantes, por proporcionarem a manutenção de uma dieta adequada e balanceada.  

Sua alimentação desequilibrada parece um ciclo vicioso?

O cérebro controla todos os nossos impulsos e estímulos. Ele produz substâncias chamadas neurotransmissores. Alguns desses neurotransmissores nos mantém atentos, acordados e em alerta. Outros nos ajudam a dormir, relaxar e manter a calma. Quando a estimulação e inibição estão nos níveis corretos, a pessoa não é lenta nem agitada - está na medida certa. Mas, se você come de forma errada, esse processo fica desequilibrado, pois o cérebro precisa de nutrientes para estimular esses neurotransmissores. Quanto mais desacertada a relação entre estimulação e inibição dos neurotransmissores, mais ansiedade é gerada, e, consequentemente, a compulsão alimentar aparece. Dietas ricas em serotonina evitam que a fome emocional apareça. Por isso, corte o mal pela raiz, mude sua alimentação já!