Detentos trabalham no combate à dengue em Ladário

Eles ficam responsáveis pelo recolhimento de possíveis focos

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Em Ladário, mais 16 sentenciados do regime semiaberto estão atuando na campanha deste ano de combate à dengue – Foto: Divulgação TJMS

A Prefeitura de Ladário firmou convênio para conseguir o auxílio dos detentos do regime semiaberto em ações de combate ao Aedes aegypti.

De acordo com o secretário municipal de governo, Rodrigo Arruda, a parceria trará vários benefícios. “Essas pessoas que cometeram delitos e foram sentenciadas são cidadãos da própria Ladário. Então, enquanto eles desempenham o serviço nas ruas da cidade, acabam cumprimentando vários conhecidos e familiares que os veem sendo reintegrados na sociedade. E isso é muito importante, tanto para os sentenciados, quanto para os demais cidadãos”, ressaltou.

O trabalho desenvolvido por detentos já é utilizado pela gestão de Ladário em outros setores, como, por exemplo, a limpeza e manutenção do gabinete do próprio prefeito. Agora, mais 16 sentenciados do regime semiaberto estão atuando na campanha deste ano de combate à dengue. Enquanto dois deles são responsáveis pela limpeza do prédio da prefeitura, os demais realizam a coleta de lixo na cidade.

Integrantes da Marinha e do Exército, além de agentes de endemia municipais, iniciam os trabalhos com visitas às residências dos bairros escolhidos para explicar sobre a importância do combate ao mosquito e solicitar que depositem em frente às suas residências quaisquer materiais não utilizados que possam vir a ser criadouros do mosquito. Após essa etapa, os detentos realizam o recolhimento de possíveis focos de proliferação do mosquito da dengue.

Segundo Rodrigo Arruda, o convênio é uma forma do governo incitar a população a também oportunizar aos reeducandos a volta ao trabalho. “Mais do que o combate à dengue, a importância do convênio está em dar uma chance a essas pessoas. À medida que a população vê o poder público empregando esses sentenciados, e como eles desenvolvem bem o serviço, ela também passa a contratá-los e, assim, dá uma chance de se reintegrarem na sociedade verdadeiramente”, disse o secretário.

O juiz Luiz Felipe entende que há uma confluência dos deveres do Estado com as necessidades da sociedade. Nas palavras do juiz, “o trabalho do preso é uma obrigação que o Estado deve cumprir e, no caso de Ladário, foi possível conciliar esta exigência da Lei das Execuções Penais com a prestação de um serviço de utilidade pública importante, que visa o combate da dengue no município”.