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Delação premiada de Cunha foi rejeitada por não entregar Marun – Ancora News

Delação premiada de Cunha foi rejeitada por não entregar Marun

Mensagens divulgadas pelo Intercept Brasil e UOL apontam “defesa” de ex-ministro, que elogia Eduardo Cunha e ataca membros do MP

Humberto Marques  10/09/2019 16:19
 
Marun reagiu a informação de que delação de Cunha teria sido rejeitada por não o "entregar". (Foto: Arquivo)
A proposta de delação premiada do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB-RJ), foi rejeitada pela força-tarefa da Lava Jato porque ele não apresentou nomes e fatos de interesse dos procuradores que envolvessem, por exemplo, Carlos Marun (MDB-MS), ex-deputado e ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República. É o que constam em interceptações de mensagens do aplicativo Telegram divulgadas pelo site Intercept Brasil e pelo UOL nesta terça-feira (10). A reportagem é mais uma série da “Vaza Jato” embasada por materiais obtidos pelo Intercept Brasil, contendo mensagens trocadas por integrantes da força-tarefa da Lava Jato. Nesta, destaca-se que Cunha chegou a apresentar acusações contra diversas autoridades em julho de 2017, porém, o acordo de delação acabou rejeitado. Conforme a reportagem, os procuradores queriam informações e acusações contra Marun, autoridades do Judiciário do Rio de Janeiro, denúncias sobre irregularidades como compra de votos na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados –vencida à época por Rodrigo Maia (DEM-RJ) e repasses de dinheiro feitos, entre outros por Joesley Batista, da JBS. Caso a delação fosse aceita, Cunha seria liberado. O ex-deputado segue preso até hoje. Marun, que foi seu ferrenho defensor no Congresso Nacional enquanto deputado federal, reagiu às revelações e afirma que o velho aliado, a quem visitou na cadeia, optou continuar preso a mentir. Em 30 de julho de 2017, conforme o UOL, em troca de mensagens, o procurador Ronaldo Pinheiro de Queiroz afirma que Cunha apresentou um anexo trazendo informações sobre "compra de votos para a liderança do PMBD (sic) e não apresentou sobre compra de votos na eleição da presidência da Câmara, em que há anexo da JBS sobre o tema. Cunha cita mais de 70 deputados que ele angariou dinheiro de caixa 2, mas deixou Carlos Marun, seu fiel escudeiro, de fora. Deve ser amor mesmo o que Marun sente por Cunha". Rodrigo Telles, no mesmo grupo, advertiu que o “caráter genérico e falta de elementos de corroboração” constavam em outros acordos de delação fechados, como os do ex-deputado Pedro Corrêa e do ex-senador sul-mato-grossense Delcídio do Amaral –que chegou a ter ventilada sua anulação. Outra preocupação era de que a delação de Cunha poderia confrontar a do doleiro Lúcio Funaro, levando a avaliação de que, caso a de Cunha fosse rejeitada, seriam necessários outros argumentos. No dia seguinte, procuradores da Lava Jato em Curitiba teriam se manifestado pela negativa do acordo, já que as informações poderiam ser reveladas por outros colaboradores e o então deputado teria feito omissões. Eles ainda suspeitavam de combinação entre Cunha e Funaro em seus relatos. Marun – Em nota distribuída nesta terça-feira, Carlos Marun destaca que “depois de algum tempo em prisão preventiva, Cunha resolveu ceder às pressões e delatar. Apresentou sua relação prévia de delatados e recebeu como resposta de elementos do MPF que ele só sairia da cadeia se dissesse alguma coisa que me comprometesse. Nada mais interessava. Cunha se recusou a mentir e por isto está preso”. O ex-ministro e atual conselheiro da Itaipu Binacional prossegue avaliando que “se ele (Cunha) tivesse concordado em me caluniar, estaria solto e eu com a minha vida destruída”. “Eu, minha família e meus verdadeiros amigos estaríamos sofrendo em função de uma mentira exigida por homens e mulheres que deveriam zelar pelo respeito à Lei”, prosseguiu, criticando os integrantes do MPF na Lava Jato. “Não é possível que a instituição Ministério Público continue guarida a estes maus elementos, que não vacilam em se transformar em criminosos sob o pretexto de combater o crime. O cidadão precisa ter a sua disposição no nosso ordenamento jurídico uma forma de reagir diante de atitudes infames como esta”.