De acordo com a legislação brasileira, é proibida comercialização deste tipo de objeto

Nadyenka Castro e Viviane Oliveira
Delegado mostra a arma de verdade e, no computador, o simulacro vendido por Marcos Paulo Caiado. (Foto: João Garrigó) A 1ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande investiga a venda de imitações de arma de fogo pela internet. O comércio está sendo feito pelo Facebook. De acordo com o delegado Wellington de Oliveira, responsável pela investigação, estão à venda simulacros de pistola e espingarda. As armas estão à venda, com diversas fotos postadas, no perfil de um homem que diz ser morador na Capital. No perfil ele se identifica como Marcos Paulo Caiado. A reportagem tentou contato com ele, através do facebook, mas, até o fechamento desta edição ele não havia retornado. Segundo o delegado, as armas custam aproximadamente R$ 800 e o ‘vendedor’ diz aceitar negociação. “Isso é falta de compromisso social. Vendendo aleatoriamente para qualquer pessoa”, fala Wellington, que acredita que os simulacros tenham sido adquiridos no Paraguai. O ‘vendedor´será intimado a comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos. Caso ele apresente nota fiscal da compra será responsabilizado pela venda e irá responder pelo crime no Juizado de Pequenas Causas. Conforme o delegado, se o homem não tiver nota fiscal, será encaminhada uma representação para a Polícia Federal, que pode instaurar inquérito para apurar contrabando e descaminho. Os simulacros são muito parecidos com uma arma de verdade e têm efeitos semelhantes, com exceção da letalidade. Os primeiros possuem gatilho, som de disparo e a munição é conhecida como ‘chumbinho’. Este tipo de munição não é letal ao ser humano, mas, a arma assusta a qualquer pessoa e devido à semelhança com a de verdade pode ser usada para render vítimas para roubos e sequestros, por exemplo. De acordo com a legislação penal, “é proibida a fabricação, venda, comercialização, importação de brinquedos, réplicas e simulacros de arma de fogo, que com essas possam confundir”.