Com testes de dengue escassos, quadros graves viram prioridade em MS

Ministério da Saúde informa que nova remessa de insumos deve chegar em junho no estado

Fernanda Feliciano| 17/05/2022- 14:27

Imagem ilustrativa. - (Foto: Arquivo/ Jornal Midiamax)
Os altos indicadores de dengue resultaram na escassez de testes para a detecção da dengue em Mato Grosso do Sul. Conforme a SES (Secretaria Estadual de Saúde), apesar de normalizado, restariam apenas cerca de 5 mil testes de biologia molecular - fornecidos pelo Ministério da Saúde - no Estado.
Dessa forma, a pasta detalhou que os testes estão sendo priorizados para casos graves da doença, a pacientes internados, a gestantes e a pacientes com comorbidade.
Em nota, o Ministério da Saúde informa que uma nova remessa dos insumos está prevista para ser entregue até o mês de junho e que os testes moleculares da Fiocruz estão sendo entregues diretamente aos Lacens (Laboratórios Centrais) para reforçar o rastreamento da doença em todo o país.
Mato Grosso do Sul já acumula 11.620 casos prováveis de dengue e ocupa o 10º no ranking de incidência de casos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que relaciona as 27 unidades federativas do país, conforme último boletim epidemiológico divulgado pela SES.
Com base no último boletim epidemiológico divulgado pela secretaria, no último dia 13, o município de São Gabriel do Oeste ocupa o primeiro lugar em MS, com 1.646 casos prováveis, que resultam em taxa de incidência de 6.046,8 a cada 100 mil habitantes na data de publicação.
Em segundo lugar, está Angélica, com incidência de 2.634,5 a cada 100 mil, considerando 288 casos prováveis. Ribas do Rio Pardo vem em terceiro, com incidência de 2.038,8 a cada 100 mil, considerando 509 casos investigados - ao todo, são 29 municípios com taxa considerada alta. Campo Grande está em 50º no ranking de incidência do estado, com 98,8 casos prováveis a cada 100 mil, índice considerado baixo.
De acordo com o boletim, a maioria dos casos prováveis são pessoas entre 20 e 29 anos, com 19,41% dos casos, adultos de 30 a 39 anos com 17,99% dos registros e adolescentes e jovens entre 10 e 19 anos, com 17,55% das notificações.
Já em relação ao número de casos confirmados, Campo Grande já contabiliza 619, Chapadão do Sul registra 441 e Amambai, 273. As cidades de Três Lagoas e Dourados registram 265. Acerca do número de óbitos, o mês de maio registrou 1 morte por dengue em Campo Grande de uma mulher de 69 anos, que tinha cardiopatia. Clique AQUI para conferir o boletim na íntegra.
Caso suspeito de dengue
A dengue apresenta alguns sintomas ou sinais de alerta que podem surgir após um quadro de febre. Confira:
Dor abdominal intensa e contínua ou dor à palpação do abdômen;
Vômitos persistentes;
Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, pericárdio);
Sangramento de mucosas;
Letargia ou irritabilidade;
Hipotensão postural (é a diminuição súbita da pressão arterial ao se
levantar de uma posição deitada ou sentada, principalmente quando de
maneira brusca);
Hepatomegalia maior do que 2 cm;
Aumento progressivo do hematócrito.
Pessoas que viajaram nos últimos 14 dias para um local com transmissão da dengue e apresentarem febre entre 2 e 7 dias em conjunto com pelo menos 2 sinais de alarme também devem ficar atentas. Confira os sintomas de alarme:
Náuseas, vômitos;
Exantema (manchas avermelhadas no corpo);
Mialgias(dor muscular), artralgia (dor nas articulações);
Cefaleia (dor de cabeça), dor retro-orbital (dor nos olhos);
Petéquias ou prova do laço positiva;
Leucopenia (é quando o número de leucócitos, que são as células de
defesa do sangue, está baixo; é verificado através do exame
hemograma).
Medidas de prevenção
Para se prevenir da dengue e frear a transmissão do mosquito Aedes Aegypti é preciso evitar água parada e tomar algumas medidas de combate, como:
Manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água;
Lavar semanalmente com água e sabão tanques utilizados para
armazenar água;
Manter caixas d'água bem fechadas;
Remover galhos e folhas de calhas;
Não deixar água acumulada sobre a laje;
Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por
semana;
Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;
Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;
Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;
Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;
Acondicionar pneus em locais cobertos;
Fazer sempre manutenção de piscinas;
Tampar ralos;
Colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento;
Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;
Vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados
semanalmente;
Limpar sempre a bandeja do ar condicionado;
Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem
esticadas para não acumular água;
Catar sacos plásticos e lixo do quintal.