China defende ‘covid-zero’ e EUA aprovam vacina a crianças abaixo de 5 anos

| 17/06/2022
- 21:44
China defende 'covid-zero' e EUA aprovam vacina a crianças abaixo de 5 anos
Para que os imunizantes comecem a ser aplicados em crianças mais novas (Foto: arquivo Midiamax)
Porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Wang Wenbin defendeu a política de "covid-zero" do país após o embaixador dos EUA no país, Nicholas Burns, alertar sobre os "impactos" da postura dura contra a doença na confiança empresarial local. "Temos plena confiança de que (podemos) conter a epidemia, estabilizar a economia e alcançar a meta de desenvolvimento econômico seguro", afirmou Wenbin a Repórteres nesta sexta-feira Burns havia dito anteriormente que conversou com diversos líderes empresariais e sentiu certa "hesitação em investir" na China por causa da possibilidade de que novas restrições sejam aplicadas. Há pouco tempo, o país encerrou um período de dois meses de  em Xangai, principal metrópole e centro financeiro chinês. Nos EUA, o Food and Drug Administration (FDA, agência americana equivalente à Anvisa) concedeu autorização de uso emergencial das vacinas contra a covid-19 fabricadas por Moderna e Pfizer-BioNtech para crianças menores que cinco anos e com pelo menos seis meses. Para que os imunizantes comecem a ser aplicados em crianças mais novas, falta apenas a aprovação do Centro de Controle e  de Doenças (CDC, na sigla em inglês). Segundo a diretora Rochelle Walensky, o órgão vai trabalhar durante o feriado nacional da próxima segunda-feira (20) por "entender a urgência da questão para os pais americanos". O ministro de Saúde da Alemanha, Karl Lauterbach, afirmou que o país está enfrentando um aumento de casos de coronavírus que deve provocar uma nova onda durante o verão europeu. Por isso, ele pediu que tanto cidadãos alemães quanto turistas utilizem máscaras em locais fechados. "Usar máscaras voluntariamente precisa ser algo normal em ambientes internos. A variante dominante que circula na Alemanha é comparativamente branda, e muitos cidadãos estão vacinados ou recuperados da covid-19, o que significa que há menos risco de doença grave. Não há necessidade de entrar em pânico", disse o ministro.