Após fracasso em operação bilionária em MS, Maracaju pede devolução de área a empresa chinesa

A prefeitura ainda não possui projetos para implementação na área

Dândara Genelhú Publicado em 17/03/2022, às 16h07

A área foi doada em 2015 e a empresa nunca iniciou as atividades. - Foto: Marcos Ermínio | Jornal Midiamax.

A prefeitura de Maracaju comunicou a BBCA Brazil sobre a retomada de área milionária. O terreno havia sido doado para a empresa chinesa em 2015 e desde então o negócio bilionário não foi efetivado.

Ao Jornal Midiamax, o prefeito Marcos Calderan (PSDB) disse que o município não deu mais tempo para a empresa se estabelecer na cidade. “Já comunicamos à BBC que vamos retomar a área”, afirmou.

Em reunião realizada neste ano, o município informou à empresa a intenção de retomar o terreno. Agora, com o comunicado oficializado, o prefeito explicou que os próximos passos são judiciais.

“Será o processo judicial de reintegração de posse da área”, destacou sobre o próximo passo que a gestão municipal irá tomar. Em outra oportunidade, o Calderan afirmou ao Jornal Midiamax que a área de 102,3385 hectares valorizou e passou a custar R$ 10 milhões, sendo R$ 7 milhões de saldo positivo desde a doação da área.

O prefeito afirmou que ainda não existem projetos que podem ser implantados na área milionária. No entanto, garantir que “seremos cautelosos quanto a isso”.

Negócio que não alavancou

Foi na gestão do prefeito Maurílio Azambuja (PSDB) que a lei nº 1.852/2015 foi assinada após aprovação da Câmara Municipal. O texto trouxe a desafetação e alienação por doação de 102,3385 hectares da Fazenda Santa Rosa – Gleba B à BBCA Brazil.

Entre as obrigações da empresa, estava o início das obras da fábrica em 90 dias, com término em 24 meses. Apesar de construir 30 alojamentos para trabalhadores e dois armazéns, a empresa postergou a entrega da fábrica de amido desde 2018.

O prazo já foi adiado para 2019, 2020 e o último pedido previa que a indústria iria entrar em operação em 2021. Em outubro de 2020, relembrar o ‘negócio milionário’ era sinônimo de ‘frustração’ para nomes do Governo do Estado.