Alvo do Gaeco, prefeito é investigado por fraude em licitações

Operação Linha Marcada cumpriu mandados de busca no gabinete e na casa de Reinaldo Piti (PSDB), prefeito de Bela Vista

Helio de Freitas, de Dourados
Viatura do Gaeco na casa do prefeito de Bela Vista, hoje cedo (Foto: Direto das Ruas)
O prefeito Reinaldo Miranda Benites, o Reinaldo Piti (PSDB), foi o alvo da segunda fase da Operação Linha Marcada, desencadeada nesta quinta-feira (4) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em Bela Vista, a 322 km de Campo Grande. De acordo com a assessoria do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, mandados de busca e apreensão, expedidos pelo TJ (Tribunal de Justiça) a pedido da Procuradoria-Geral de Justiça, foram cumpridos na residência do prefeito, localizada na Rua XV de Novembro, e no gabinete de Reinaldo Piti. A investigação foi instaurada para apurar o envolvimento do prefeito tucano nos crimes de fraude de licitações e desvio de verba pública, praticados pela organização criminosa alvo da Operação Linha Marcada I, deflagrada em abril de 2018. A primeira fase cumpriu oito prisões e 19 mandados de busca e apreensão nas cidades de Bela Vista e Caracol. De acordo com o MP, naquela época foram colhidos elementos que indicavam a suposta participação do prefeito no esquema criminoso. O MP investiga desvio de R$ 1 milhão dos cofres públicos de Bela Vista através de empresas contratadas por licitações fraudulentas para transporte de estudantes e pacientes que precisam de atendimento médico em outras cidades. As empresas investigadas são Larissa Alfonso Pereira-ME, Cleber Neuton Leite-ME e Meta Construtora LTDA-EPP. No contrato com a empresa Larissa Alfonso Pereira-ME, segundo o Ministério Público, houve desvio de R$ 60 mil através do pagamento por transportes não feitos.