ALERTA = Mulher pode ser a quinta vítima de dengue hemorrágica no Estado

Aumento de casos da doença resultam em medidas para combater o Aedes aegypti

26 JAN 20 - 16h:01NAIANE MESQUITA 
Moradores descartam pneus, móveis e eletrodomésticos em ponto de coleta - Foto: Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado
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Com suspeita da quinta morte por dengue hemorrágica, Mato Grosso do Sul entra em alerta com o aumento dos casos da doença. A possível vítima foi identificada como Célia Alves e residia em Nova Andradina, cidade localizada a cerca de 300 quilômetros de Campo Grande. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretária de Estado de Saúde (SES), por enquanto, o óbito é tratado como suspeita de dengue hemorrágica, sendo que os exames necessários para identificar a causa serão realizados no Laboratório Central (Lacen), em Campo Grande. O resultado só será divulgado na quarta-feira, 29 de janeiro, com a publicação do boletim epidemiológico do estado. Segundo o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria no dia 22 de janeiro, Mato Grosso do Sul registra 3.195 notificações de dengue, sendo 621 casos confirmados da doença. Em relação aos óbitos, o Estado registrou quatro mortes nas cidades de Campo Grande, Corumbá, Cassilândia e Sete Quedas. As vítimas tinham idades entre 17 e 67 anos. Medidas A Prefeitura Municipal de Campo Grande lançou na última quarta-feira, a operação de prevenção e combate ao Aedes aegypti, intitulada “Mosquito Zero – É matar ou morrer”. A megaoperação, que tem a participação de diversos órgãos do município, instituições públicas e privadas, estabelece uma série de ações contra o mosquito da dengue, que além da doença também transmite Zika e Chikungunya. Os trabalhos incluem a limpeza de terrenos públicos, transporte de materiais inservíveis descartados, alocação pontual e temporária dos descartes em locais previamente definidos, fiscalização e autuação de descartes irregulares, visita às casas pelos agentes de combate às endemias para detecção de focos, limpeza, orientação e conscientização da população sobre os riscos e consequências das doenças transmitidas pelo mosquito. A principal novidade foi a abertura de quatro pontos de transbordo para que os moradores de diversas regiões possam fazer o descarte de materiais de grande e pequeno volume, como geladeiras, televisores, sofás e camas. Por enquanto, os pontos estão localizados na Avenida Amaro Castro Lima com Avenida Nova Campo Grande (lateral Escola Municipal Fauze Scaff Gattass Filho). Na área 2, o descarte pode ser feito no Acesso Nice com Rua Principal, 5, no Núcleo Industrial. Já na área 3, o ponto está na Rua Itamirim e Rua Antônio Pereira Veríssimo, nos Altos do Panamá. Enquanto na área 4, o Ecoponto Panamá fica na Rua Sagarana com Avenida José Barbosa Rodrigues, Bairro Panamá. A expectativa é de que até abril as sete regiões de Campo Grande tenham recebido uma ação semelhante, conforme cronograma pré-definido, que começa na primeira semana com o Imbirussú e segue com Anhanduizinho (2ª semana), Bandeira (3ª Semana), Prosa (4ª Semana), Lagoa (5ª semana), Segredo (6ª semana) e Centro (7ª semana). Infestação pelo Aedes Conforme o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo o Aedes aegypti (LIRAa), sete áreas de Campo Grande foram classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo mosquito. O número de áreas em alerta praticamente dobrou, em comparação com o último Liraa divulgado em novembro do ano passado, passando de 22 para 42 áreas. O índice mais alto foi detectado na área de abrangência da USF Iracy Coelho, com 8,6% de infestação. Isso significa que de 233 imóveis vistoriados, em 20 foram encontrados depósitos. A área da USF Azaleia aparece em segundo com 7,4% de infestação, seguido da USF Jardim Antártica, 5,2%, USF Alves Pereira, 4,8, USF Sírio Libanês, 4,4%, Jardim Noroeste, 4,2% e USF Maria Aparecida Pedrossian (MAPE), 4,0%. Dados epidemiológicos Os dados epidemiológicos relativos aos 15 primeiros dias do ano mostram um número significativo de notificações de suspeitas de dengue feitas ao serviço de vigilância epidemiológica. Além dessas, ainda foram registradas três notificações de Zika Vírus e uma de Chikungunya, que ainda estão passando por processo de avaliação laboratorial para confirmar ou não as suspeitas. Durante todo o ano de 2019, foram registrados 39.417 casos notificados de dengue em Campo Grande, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos. Apesar dos números expressivos, impulsionados pela epidemia do último ano, o mês de dezembro fechou com aproximadamente 45% a menos de casos registrados no ano anterior.